Pular para o conteúdo.

Portal do Governo de Moçambique

Seções
Ferramentas Pessoais
Página Inicial » NOTÍCIAS » Educação » Agosto 2008 » Formação da mulher deve priorizar áreas tecnológicas
« Novembro 2008 »
Do 2a 3a 4a 5a 6a Sa
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30            
Pesquisas
 

Formação da mulher deve priorizar áreas tecnológicas

Maputo, 13 Ago 08 (AIM) – A formação da mulher deve ser direccionada às diversas áreas tecnológicas, onde o seu contributo pode constituir um valor acrescentado, segundo o Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFP).
O Director do INEFP, Ilídio Caifaz, disse esta Terça-feira, em Maputo, que vários quadrantes da sociedade civil, em particular africanas, têm ainda uma percepção de estigmatização da mulher, onde ela aparece associada ao contexto doméstico.

Caifaz fez esta comunicação no decurso da Conferência Nacional sobre a Mulher e Género que decorre, na capital moçambicana, desde Segunda feira. Este encontro é subordinado ao tema “Educação e formação Profissional da Mulher e da Rapariga”. Para inverter o cenário, Caifaz sugere que o sistema de educação e formação tem de corresponder ao interesse de moldar uma nova visão da mulher, intensificando programas de sua valorização profissional.

Ele apontou, a título de exemplo, que não obstante o alto crescimento económico anual do país, estimado em oito por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o desemprego continua a ser um dos problemas mais difíceis de resolver, incidindo maioritariamente sobre a mulher.

A fonte apontou, a título ilustrativo, o Programa Integrado da Reforma da Educação Profissional (PIREP) que pretende mudar o quadro de valorização profissional da mulher no país.

A mulher com formação tecnológica constitui um valor acrescentado na sociedade, porque o trabalho que ela pode exercer não precisa de massa muscular, mas sim do uso da capacidade intelectual que, segundo Caifaz, não defere da capacidade de qualquer homem.

Ele apontou, por outro lado, a indústria gráfica moçambicana que está em recessão e em risco de desaparecer mas que se a aposta na inserção da mulher for maior, pode se muito bem criar postos de emprego e salvar o ramo.

O sector do turismo também aposta muito em mulheres pois, tal como o gráfico, não necessita de pessoas que empregam a massa muscular mas sim a capacidade intelectual.

Assim, há toda a necessidade de a sociedade apostar em profissões especificamente direccionadas para a mulher.