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Ainda este ano: Moçambique terá plano de prevenção de HIV/SIDA

Maputo, 13 Ago 08 (AIM) - O Governo de Moçambique está a trabalhar na elaboração de um Plano de Prevenção do HIV/SIDA, como forma de reduzir o índice de prevalência desta pandemia no país.
De acordo com Luís Covane, porta-voz do Conselho de Ministros, o HIV/SIDA constitui a maior ameaça ao desenvolvimento económico e social de Moçambique porque ataca os cidadãos em idade produtiva daí a necessidade de osmoçambicanos se incidir as acções na prevenção contra esta pandemia.

O Governo criou um grupo de trabalho interministerial, envolvendo os Ministérios da Educação e Cultura (MEC), Saúde (MISAU), Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS) que está a trabalhar na elaboração deste plano que deverá estar concluído ainda no presente ano.

Esta terça-feira, o Governo apreciou, na 19ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, o relatório sobre o Plano de Prevenção do HIV/SIDA, que ainda será objecto de análise do executivo de Guebuza e da sociedade civil, populações e outros intervenientes na vida social, política e financeira do país.

Assim, debates públicos serão levados a cabo a nível nacional para enriquecer e validar as propostas apresentadas pelo grupo de trabalho da elaboração do Plano Nacional de Prevenção do HIV/SIDA.

Segundo Covane, a atenção principal deste plano está na mudança de comportamento sexual dos cidadãos, uma vez que cerca de 90 por cento das infecções por HIV ocorrem por via sexual e os restantes dez por via da transmissão vertical, transfusão de sangue infectado, utilização de seringas e outros objectos cortantes com sangue infectado.

Covane revelou que o relatório ora apreciado, o grupo de trabalho considera ser importante o aconselhamento e testagem, definição clara de grupos alvo prioritários, uso de preservativos, evitar a transmissão vertical e assegurar o acesso ao Tratamento Anti -retroviral (TARV).

Covane sublinhou que o grupo recomenda a circuncisão masculina como forma de reduzir as infecções por HIV. “O relatório considera que para o sucesso das recomendações é necessária a coordenação da resposta a esta pandemia, comunicação para a mudança de atitude, monitoria e avaliação das acções”, referiu.

Em Moçambique estima-se que 500 novas infecções ocorrem por dia, o quesignifica que o número de pessoas vivendo com o HIV tem uma tendência a aumentar, apesar de os últimos dados oficias mostrarem uma redução de dois por cento na taxa de prevalência desta pandemia, ao passar de 16.2 por cento para 16.

O primeiro caso de HIV/SIDA em Moçambique foi diagnosticado em 1986 em Cabo Delgado, num cidadão do Haiti, que se encontrava a trabalhar naquela parcela do país.

Desde essa altura, as autoridades sanitárias ficaram atentas a esta doença. Em 1986 o país registou 662 casos, em 1988, 10.963, em 2002, 1.350 mil e no ano passado 3.200 mil.

Ainda nesta sessão, o Conselho de Ministros avaliou e aprovou o balanço do Plano Económico e Social (PES) 2008, no primeiro semestre. O Governo constatou que o país registou um crescimento da produção global na ordem de 6.7 por cento e a contenção da inflação média na ordem de 10.4 por cento, apesar dos constrangimentos verificados durante o primeiro semestre deste ano devido a crise mundial de combustíveis, aumento dos custos de importação e dos preços dos produtos alimentares, bem como as cheias e ciclones.

Para Covane, a situação acima referida é resultado de algumas medidas tomadas pelo Governo e do esforço dos moçambicanos de continuar a produzir.

O Governo aprovou, igualmente, a resolução que define a Organização Territorial de algumas vilas do país.
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