Moçambique cria instituto de desenvolvimento de PME’s
Maputo, 04 Set 08 (AIM) – Moçambique poderá ter um Instituto de Desenvolvimento de Pequenas e Empresas (PME’s) ainda no presente ano de 2008, segundo revelou esta Quarta-feira, em Maputo, o Director Nacional da Industria, Sérgio Macamo.
De acordo com o Macamo, esta instituição deverá começar a funcionar até Dezembro do corrente ano, com o objectivo de ajudar a desenvolver as PME’s em Moçambique que se debatem com sérios problemas que colocam em causa a sua sustentabilidade.Macamo falava a jornalistas, por ocasião da edição 2008 da Feira Internacional de Maputo (FACIM) que arrancou ultima Segunda-feira. Ele referiu que os estudos relativos a criação do instituto já estão concluídos, esperando-se que ainda esta semana sejam submetidos ao Conselho de Ministros para a sua analise e aprovação.
“Nós já terminamos todos os estudos e o nosso desafio agora é que a criação deste instituto seja agendada para as Sessões do Conselho de Ministros ainda neste mês de Setembro. Esta semana, o projecto de criação do instituto vai dar entrada no Conselho de Ministros e esperamos que este organismo comece a funcionar ate ao fim deste ano” revelou a fonte.
As PME’s constituem a maior parte das empresas existentes no país, mas que carecem de muito apoio. Segundo Macamo, o Instituto Nacional de Desenvolvimento das PME’s em Moçambique terá a missão de ajudar os empresários a acederem a financiamentos de baixo custo, através da criação de uma linha de crédito em que as empresas partilham o risco.
Por outro lado, esta instituição vai fazer a incubação de empresas por um período de um ano, criando, deste modo, condições para que as PME’s possam aliviar-se dos custos de instalação, comunicações, entre outros, enquanto vão ganhando maturidade e solidez no mercado. Igualmente, espera-se que o instituto preste assistência técnica as empresas, quanto a elaboração de estudos de viabilidade e planos de negócios.
“Este instituto terá a função de apoiar as PME’s através da intermediação financeira porque o acesso ao financiamento é um dos grandes problemas, mais o mais preocupante é o custo de tal financiamento porque na banca comercial existem colaterais quase sempre incomportáveis para estas empresas. Então o instituto vai criar uma linha de crédito que faça a co-garantia, porque as empresas vão partilhar o risco para que elas tenham mais acesso ao financiamento” explicou ele.
Macamo salientou que a pretensão é que as PME’s sirvam de grande atractivo aos investimentos no país. No âmbito da atracção de grandes projectos para Moçambique a existência de PME’s desenvolvidas é fundamental para disponibilizar bens e serviços.
“Quando tivermos uma base de PME’s muito bem desenvolvida vai ser bom porque uma das coisas que atrai os grandes projectos, quando se instalam num determinado país, é a possibilidade de terem garantidos bens e serviços a nível local” acrescentou a fonte.
Para Macamo, tendo PME’s desenvolvidas, Moçambique poderá tirar maiores vantagens na implantação dos megaprojectos.